Na prática, a Reforma Tributária exige algo simples (e raro): dados financeiros consistentes. Com a reorganização de tributos em modelos como CBS e IBS, cresce a necessidade de integrar corretamente fiscal e financeiro, evitando que o credor opere “no escuro”.
O risco não é só contábil. É operacional:
- faturamento lançado de um jeito, recebimento baixado de outro
- centros de custo “genéricos” que não explicam margem
- DRE bonito, mas caixa apertado
O caminho mais seguro é tratar a transição como projeto de governança:
Revisar plano de contas e categorias financeiras
Padronizar documentos e critérios de baixa (nota, contrato, boleto, pix, cartão)
Montar uma rotina de fechamento com conferência (recebível x extrato x fiscal)
O credor que ajusta isso agora ganha duas coisas: clareza de margem e controle do contas a receber, que é onde mora o dinheiro.
BPO financeiro não é “terceirizar boleto”; é garantir que a operação financeira aguente o novo cenário sem travar.

